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Bom dia!

brevemente novos pensamentos
Esta Semana: Põe o teu coração em caminho para Jesus

Hoje, o Filho de Deus nasceu: tudo muda. O Salvador do mundo vem para Se tornar participante da nossa natureza humana: já não estamos sós e abandonados. A Virgem oferece-nos o seu Filho como princípio de vida nova. A verdadeira luz vem iluminar a nossa existência, muitas vezes encerrada na sombra do pecado. Hoje descobrimos de novo quem somos!

Nesta noite, torna-se-nos patente o caminho que temos de percorrer para alcançar a meta. Agora, deve cessar todo o medo e pavor, porque a luz nos indica a estrada para Belém. Não podemos permanecer inertes. Não nos é permitido ficar parados. Temos de ir ver o nosso Salvador, deitado numa manjedoura.

Eis o motivo do júbilo e da alegria: este Menino «nasceu para nós», foi-nos «dado a nós», como anuncia Isaías (cf. 9, 5). A um povo que, há dois mil anos, percorre todas as estradas do mundo para tornar cada ser humano participante desta alegria, é confiada a missão de dar a conhecer o «Príncipe da paz» e tornar-se um instrumento eficaz d’Ele no meio das nações.

Papa Francisco, na Homilia da noite de Natal de 2015
Este Mês: Tempo para comover-se

Naquela terra corria o rumor de que um rei andava à procura de alojamento para o seu filho. Simão, um mercador rico da cidade, pensava: “Esse tal rei vem de certeza bater-me à porta, pois a minha casa é a mais linda da região!”. E ficou à espera do coche real.

A mulher de Simão entrou na sala, caminhava com dificuldade, apoiada numa bengala.

Entretanto, alguém bateu à porta. O recém-chegado trazia um casaco já muito gasto e uns sapatos rotos.

Boa noite! - disse ele - Será que poderia alojar o meu filho só por esta noite? Está tanto frio!

- Vai-te embora! - disse Simão. - Esta casa não é para mendigos!

- A minha recompensa será grande - disse o forasteiro. - E vale mais do que todo o ouro e todas as riquezas deste mundo.

- E onde escondes tu os tesouros?

perguntou Simão a rir.

A mulher de Simão tirara o xaile e entregara-o ao mendigo. Também lhe dera uma fatia de pão e uma chávena de leite. O homem agradeceu e pegou na bengala dela, arrumando-a junto do armário.

- Daqui em diante não vai precisar mais dela! - acrescentou, antes de desaparecer na noite.

- Estás a andar como dantes! - exclamou Simão maravilhado. - E a bengala? - Já não preciso dela! - disse a mulher. - Foi um milagre. O forasteiro curou-me… Aquele desconhecido irradiava uma luz especial… O Rei é ele, um Rei vindo de longe…

O que eu fui fazer! Que miserável sou!

exclamou Simão - Depressa, tenho de o encontrar!

No silêncio da noite, Simão ouviu uma voz que o chamava.  Mas não via ninguém.

Descobriu pegadas e pôs-se a segui-las, descendo em direção à igreja. Ali, encontrou uma mulher a chorar e que lhe disse que tinha muito frio. Então, Simão deu-lhe o casaco. Depois continuou a caminhar e viu um rapaz a soluçar, estava descalço na terra gelada. Simão descalçou as botas e deixou-as ao miúdo.

Simão! - chamou de novo a voz. Descalço, pôs-se a andar, passou junto de um idoso que tremia. Simão despiu o casaco e pô-lo sobre os ombros do mendigo. Então, pela terceira vez, alguém o chamou:

Simão - disse o Rei, - passaste todas as provas que semeei no teu caminho. Continua a seguir o trilho e chegarás diante de uma pobre cabana.  Aí encontrarás o meu filho deitado nas palhas de uma manjedoura. Está à tua espera.

Adaptado de Sur le chemin de Noël (de Anneliese Lussert e Loek Koopmans)
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